Escola municipal em Uberlândia registra queda na conta de energia após projeto de placas solares

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Consumo caiu de 2.514KWh para 402 KWh em menos de dois anos. Instalação faz parte do projeto do Greenpeace.

A Escola Municipal Milton Magalhães, em Uberlândia, registrou queda no consumo de energia após instalações de placas fotovoltaicas na unidade. Segundo informações da diretora da escola, Simone Silveira, o consumo caiu de 2.514KWh para 402 KWh de abril de 2015, quando o projeto começou, até fevereiro de 2017.

Ainda de acordo com Simone, com mais de 450 alunos nos dois turnos, a escola vai pagar R$ 72,50 na conta de energia elétrica, referente ao mês de fevereiro deste ano. A economia somou ao longo de um ano, cerca de R$ 20 mil. O projeto custou R$ 75 mil, pagos pela própria comunidade.

A instalação do equipamento faz parte de um projeto de estímulo em sustentabilidade da Organização Não Governamental (ONG) Green Peace e a Prefeitura de Uberlândia, que entre os eixos investe em ações e obras voltados à sustentabilidade.

Simone conta que o projeto teve início em abril de 2015, quando o Greenpeace selecionou duas escolas públicas no país para receber o experimento de geração de energia solar. A Escola Milton Magalhães chamou a atenção pelo engajamento da comunidade. “Todos se envolveram e o resultado foi além dos muros da escola”, disse a diretora.

As professoras, que receberam treinamento sobre sustentabilidade e economia de energia elétrica, adaptaram as aulas para envolver o tema. A professora de matemática, por exemplo, com cálculos envolveu as informações das contas de energia. Uma outra professora, que se especializou em projetos, envolveu todas as matérias em atividades fora das salas de aula. Além dos que foram capacitados no assunto, contando com os pais em oficinas.

O recurso economizado passou a fazer parte do caixa escolar e tem sido utilizado em ações da comunidade da escola. Uma das ações foi equipar as salas com multi-mídia e incorporar materiais diversos para novas ações pedagógicas, como incrementar teatros e feiras de experimentos entre os alunos.

Denise da Silva, mãe da aluna Raissa, de 10 anos de idade, contou que a filha mais nova é a que mais presta atenção em casa.”Ela fala ‘mãe apareceu uma coisa nova na escola’ e vigia a gente quando tem luz acesa sem ninguém no cômodo ou quando a avó dela deixa a torneira ligada, ela fala ‘vó, desliga a torneira, o rio uma hora acaba’”, comentou.

Fonte: http://g1.globo.com/

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